O Fiscopilot nasceu de um problema concreto: empresas que recebem centenas de notas de serviço por mês e precisavam entrar no portal, consultar e baixar cada uma à mão. Automatizar isso exige lidar com certificado digital — e é justamente aí que a confiança precisa ser conquistada, não pedida.
Esta página explica, sem jargão, o que fazemos com o seu certificado e com os seus dados.
O governo não entrega as suas notas para qualquer um que peça. Ele exige uma prova de que quem está pedindo é mesmo a sua empresa. Essa prova é o certificado digital A1 — na prática, um arquivo com uma senha, que funciona como um crachá eletrônico da empresa.
Para o Fiscopilot buscar os documentos sozinho, de madrugada, sem ninguém por perto, ele precisa apresentar esse crachá a cada consulta — ao Ambiente Nacional, no caso das notas de serviço, e à SEFAZ, no caso das notas de mercadoria e dos conhecimentos de transporte. Não existe caminho alternativo: é assim que os dois funcionam.
Com o módulo de notas de mercadoria, o crachá passou a fazer mais do que abrir a porta: ele assina um documento em nome da sua empresa. Isso merece uma explicação inteira, e ela está logo abaixo.
Ou seja, você está nos confiando algo sério. O resto desta página é sobre o que fazemos para merecer isso.
Pense no certificado como um documento em papel. Quando você o envia, ele não vai para uma gaveta comum: ele é trancado dentro de um cofre, e só a versão trancada é guardada.
Se alguém roubasse o nosso banco de dados inteiro, levaria um monte de cofres fechados. E aqui está o ponto: a chave não fica junto dos cofres. Ela vive num lugar separado, fora do banco de dados. Guardar a chave ao lado do cofre seria o mesmo que trancar a casa e deixar a chave embaixo do tapete.
Nas notas de mercadoria, a SEFAZ não entrega o arquivo inteiro de cara. Primeiro ela avisa que existe uma nota contra o seu CNPJ, e manda apenas um resumo. O arquivo completo só é liberado depois que a sua empresa declara que sabe da existência daquela nota — é a chamada Ciência da Operação.
Essa declaração é assinada com o seu certificado e é irreversível: uma vez registrada, não se desfaz. Por isso ela é tratada aqui com o cuidado que merece.
Existem quatro manifestações possíveis. Três delas — Confirmação, Desconhecimento e Operação não Realizada — afirmam algo sobre o negócio, e nenhuma é enviada automaticamente. A Ciência apenas declara que a nota chegou ao seu conhecimento.
Documento emitido pela sua empresa é descartado antes de qualquer coisa: não é baixado, não é cobrado e não é manifestado.
Cada chave entra na fila uma única vez. Se o mesmo resumo chegar de novo, nenhum segundo ato é praticado.
O protocolo que a SEFAZ devolve fica arquivado junto da nota. Você consegue mostrar, a qualquer momento, o que foi manifestado, quando e com que resultado.
Se preferir que ninguém manifeste nada sem a sua ordem, é um botão: desligue a manifestação automática na configuração da unidade. As notas continuam aparecendo como resumo, e você decide uma a uma. O custo dessa escolha é que o arquivo completo não chega até que a Ciência seja enviada.
Não adianta trancar o documento e deixar a senha num bilhete ao lado. As duas coisas são trancadas juntas, e a senha nunca mais aparece na tela — nem para você.
Junto da tranca vai gravada a identidade da empresa dona. Um cofre movido para outra conta simplesmente não abre — um cliente jamais alcança o certificado de outro.
Na hora de consultar o governo — ou de assinar uma Ciência —, o cofre é aberto na memória, usado e fechado. O certificado não é copiado para disco, não é exibido e não sai do sistema.
Além do certificado, o Fiscopilot guarda o que é necessário para o serviço funcionar — nada além disso:
As notas ficam guardadas enquanto a conta estiver ativa. Pedido o encerramento, elas continuam disponíveis para download por 45 dias corridos antes da eliminação definitiva, com um aviso por e-mail antes do prazo (cláusula 13 do Termo) — e você pode exportar tudo em XML a qualquer momento, porque os arquivos são seus.
Suas notas e os dados da sua empresa não são comercializados, cedidos nem usados para outra finalidade que não a prestação do serviço.
O arquivo é guardado byte a byte como veio do Ambiente Nacional. Reescrevê-lo quebraria a assinatura digital e o valor dele como prova.
Nem a do certificado, nem a de acesso. Uma está no cofre cifrado; a outra vira uma impressão digital da qual não se volta atrás.
Toda consulta é filtrada pela empresa dona antes de tocar o banco, e o próprio cofre recusa abrir um certificado fora da conta correta.
Se a nossa chave mestra for perdida, os certificados guardados tornam-se irrecuperáveis — nem nós conseguimos abri-los. Isso não é uma falha: é exatamente o que torna o cofre seguro. Um cofre que o fabricante consegue abrir também pode ser aberto por quem invadir o fabricante. Por isso a chave é guardada com redundância, fora do sistema.
Preferimos responder antes de você assinar. Escreva e alguém que entende do assunto responde — sem script de vendas.